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Uma vida igual a outras

Aqui nada se escreve, tudo se transforma... Uma história de vida igual a outras...

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Uma vida igual a outras

18
Mai12

Publicidade : Crioestaminal

Cris







A imagem é de uma criança sentada naquilo que parece ser uma marquesa de um gabinete médico. A interpelação, em voz off, é feita directamente aos pais: “Há uma hipótese em 200 de um dia ser diagnosticada ao seu filho uma doença cujo tratamento pode encontrar-se nas suas células estaminais ou nas de um irmão, e que se recolhem no sangue do cordão umbilical. Uma doença como a leucemia, um linfoma ou um tumor sólido. Nesse dia, está preparado para responder a esta pergunta?” E só então se ouve a criança: “Mãe, pai, guardaram as minhas células?”.


Bem, nem sei que dizer... Odiei esta publicidade! Chamo-lhe a isto das piores publicidades a nível de chantagem que conheci... e porquê???


Porque a conservação das células PAGA-SE e não é pouco, não é de graça... nem todas as famílias nos dias de hoje tem a possibilidade de o fazer... Nem toda a gente tem 1000 euros disponíveis (ou mais), e este assunto das células estaminais para mim ainda esta muito mal esclarecido... Isto porque ninguém se perguntou quanto é que teríamos de pagar ao banco que nos conservou as células quando precisasse-mos delas ... 


Enfim, independentemente de tudo, não gosto da publicidade... 


Deixo aqui alguns dos comentários de pessoas que partilham a mesma opinião que  a minha mas que estão nessa área...


"As células estaminais do cordão umbilical continuam a ter aplicação concreta e cientificamente fundamentada apenas no tratamento de doenças do foro hematológico e isso acontecerá a uma pessoa em cada 20 mil das que criopreservaram”, realça Manuel Abecasis. “O pior de tudo é que não há só pessoas com posses e conhecimentos para optarem pelo banco público ou pagarem mil ou 1500 euros a um privado. Para mais sem informação científica rigorosa, o sentimento de ansiedade que um anúncio destes cria na generalidade das pessoas é imenso”, reforça Luís Graça, presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia."


“Chantagem emocional, exploração dos sentimentos de culpabilidade dos pais, publicidade desonesta, uma pouca-vergonha”, resumiu Oliveira da Silva, em declarações ao PÚBLICO. O presidente da CNEVE, que foi a primeira personalidade pública a tomar posição sobre o assunto, no Expresso, não está só. Manuel Abecasis, hematologista e director do Serviço de Transplantação do Instituto de Oncologia de Lisboa, diz reconhecer “toda a legitimidade às empresas com fins lucrativos para venderem os seus produtos”, mas critica “a publicidade enganosa” e “a exploração das pessoas que estão prestes a ser pais e, por isso, muito fragilizadas”.


A guerra entre os bancos privados de células estaminais e o Banco Público de Sangue do Cordão Umbilical (Lusocord) não é nova e este anúncio vem reacender outro debate: os pais devem pagar para guardar as células estaminais do cordão umbilical para uso exclusivo da sua família? Ou ganharão mais se defenderem a viabilidade do banco público, onde as amostras de todos estão disponíveis para todos? Manuel Abecasis e Luís Graça garantem que, se tivessem agora filhos, dariam o sangue do cordão umbilical ao banco público, embora sublinhem que, “naturalmente, cada um faz o que quer com o seu dinheiro” – “Até queimá-lo”, diz o primeiro. Rui Reis assegura que “todos os cientistas que trabalham nos laboratórios, em investigação na área das células estaminais, optam por fazer a criopreservação em banco privado”. “As potencialidades são imensas e as pessoas merecem ser alertadas para isso, independente de algumas formas de alerta serem mais emocionais que outras”, defende. 

No banco público, o processo de recolha, análise e criopreservação é gratuito, mas as amostras ficam disponíveis para qualquer pessoa de qualquer parte do mundo, ou seja, não há qualquer garantia de que, se algum dia alguém precisar, ainda ali encontrará as suas próprias células. Ontem, na página do Facebook do Lusocord, as vantagens desta opção eram realçadas: “Contrariamente a outros, nós, se precisar, estaremos cá! Sem pressões, prestações ou outras complicações”.




Fonte: Público

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